segunda-feira, 28 de junho de 2010

Persas

Os persas eram um povo nômade que emigrou da parte sul da Rússia ao Irã, por volta do ano 1000 a.C. Estabeleceram-se a leste do Golfo Pérsico, em uma área chamada Farsistão. O primeiro rei persa de que temos notícia é Ciro I, que reinou em meados do século VII a.C.


Ciro, o Grande

Os persas entram dramaticamente na história bíblica quando o neto de Ciro I, Ciro II, o Grande, entrou triunfante na Babilônia.

No ano 550 a.C., Ciro se apoderou de Ecbátana, a capital dos medos. Conquistou a atual Turquia e moveu seus exércitos para o leste, entrando até o noroeste da Índia. Dez anos depois foi capaz de desafiar o poderio do Império Neobabilônico (ver a tabela Os babilônios).

A queda da Babilônia

O “cilindro de Ciro”, enterrado nas bases de um edifício na Babilônia, contém o relato, contado pelo rei, de como capturou a cidade. Foi tomada sem que houvesse uma batalha, no ano 539 a.C. O curso do rio Eufrates tinha sido mudado, o que permitiu aos invasores entrar na cidade pelo leito seco do rio. Não houve destruição (Dn 5). De fato, Ciro restaurou os templos e edifícios principais.

Troca da política administrativa

Os assírios e babilônios haviam deportado os povos conquistados. Ciro reverteu o processo: Reuniu os prisioneiros de guerra e os devolveu aos seus países, junto com as imagens dos deuses nacionais que foram levados à Babilônia.

Assim, no ano 538 a.C. permitiu-se aos judeus voltar a Israel. Levaram consigo os tesouros do templo de Jerusalém, o qual deviam reconstruir.

O Império Persa

O Império Persa, sob o governo de Ciro e dos reis que o sucederam, constitui o pano de fundo histórico dos livros de Esdras, Neemias, Ester e parte de Daniel.

Os reis persas ampliaram as fronteiras de seu império. Suas terras a leste se estendiam até a Índia; Turquia e Egito lhes pertenciam.

O rei Dario I (522-486 a.C.), que construiu a esplêndida nova capital em Persépolis, conquistou a Macedônia, ao norte da Grécia, em 513 a.C. Depois da derrota de Maratona (490 a.C.), o novo rei, Xerxes I (486-465 a.C.), conquistou as terras em direção ao sul até chegar a Atenas, antes de ser derrotado na batalha marítima de Salamina.

Apesar dos ataques do Egito e da Grécia, o poderio persa se manteve por 200 anos. No ano 333 a.C., Alexandre Magno cruzou o Helesponto e em poucos anos fez da Grécia o império dominante.

Governo

A Pérsia pôde controlar territórios extensos graças à sábia administração de seu governo. Ciro, o Grande, dividiu o império em províncias (ou satrapias), e cada uma tinha seu próprio governante (ou sátrapa). Estes eram nobres persas ou medos, mas abaixo deles havia nacionais que mantinham certo poder. Animavam os povos a seguirem com seus costumes e a adorarem seus deuses, o que contribuia para mantê-los contentes. Dario I (cf. Ed 6) melhorou o sistema de governo. Também introduziu o uso da moeda e um sistema legal. O sistema postal que estabeleceu foi vital para a comunicação ao longo do império.

Outro fator unificador foi o uso do aramaico como língua diplomática do império. O aramaico era falado até na distante Judá desde os tempos do Império Assírio: “Te rogamos que fales a teus servos em aramaico”, disseram os oficiais de Ezequias aos mensageiros assírios, “porque nós o entendemos.” (2Rs 18.26)

Arte e cultura

O império criou muita riqueza e aumentou o número de artesãos.

O livro de Ester nos permite ver a luxuosa vida palaciana na Pérsia. As ruínas de Persépolis e Pasárgada mostram a magnificência das capitais persas. Os pratos dourados e as jóias do famoso Tesouro de Oxos revelam a habilidade dos artesãos do império e a beleza dos produtos de luxo.

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